Imóvel de R$ 900 mil na mira de suspeito, namorado investigado: entenda reviravolta no caso de estudante morta na Savassi
20/05/2026
(Foto: Reprodução) Circuito de segurança mostra suspeito saindo do apartamento logo depois do crime
A morte da estudante Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, encontrada no apartamento onde morava, na Savassi, em Belo Horizonte, passou a ser investigada como feminicídio após laudo apontar asfixia por sufocação direta.
O namorado da vítima, Adalton Martins Gomes, de 45 anos, foi preso preventivamente na última sexta-feira (15). Segundo a Polícia Civil, ele tentou manipular a cena do crime para que a morte parecesse um suicídio.
Segundo as investigações, ele também teria interesse no patrimônio da jovem, que herdou um apartamento avaliado em cerca de R$ 900 mil.
Veja, abaixo, o que se sabe sobre o caso até agora:
Quem era a vítima?
Como o corpo foi encontrado?
O que apontam as investigações?
Tentativa de forjar suicídio
Imagens do circuito de segurança
Relacionamento recente
Interesse no patrimônio da vítima
Tentativa de reconhecimento de união estável
Histórico do suspeito
O que diz a defesa
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1. Quem era a vítima
Giovanna Neves Santana Rocha tinha 22 anos e morava sozinha em um apartamento na Savassi, em Belo Horizonte. Segundo familiares e amigos, ela cursava faculdade Psicologia e tinha planos para o futuro.
De acordo com o advogado da família, Giovanna herdou do pai o imóvel onde vivia, avaliado em cerca de R$ 900 mil, além de ter aproximadamente R$ 200 mil a receber de inventário.
2. Como o corpo foi encontrado
O corpo da estudante foi encontrado no dia 9 de fevereiro deste ano por uma amiga, que tinha a chave do apartamento.
A amiga estranhou o fato de Giovanna não responder mensagens nem comparecer a um almoço marcado. Ao chegar ao imóvel, encontrou a jovem sem sinais vitais e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
3. O que apontam as investigações
Inicialmente, o caso foi tratado como suspeita de suicídio. Segundo a Polícia Civil, caixas de medicamentos espalhadas pelo apartamento e o histórico depressivo da jovem contribuíram para que os investigadores cogitassem essa versão no começo.
A investigação, no entanto, teve reviravolta após o laudo de necrópsia concluir que Giovanna morreu por asfixia causada por sufocação direta.
4. Tentativa de forjar suicídio
Segundo a Polícia Civil, o namorado da vítima tentou alterar a cena do crime para simular um suicídio. A investigação aponta que elementos deixados no apartamento ajudaram a construir inicialmente a hipótese de que Giovanna tentou se matar.
Depois da conclusão do laudo pericial, o caso passou a ser tratado como feminicídio.
5. Imagens do circuito de segurança
Imagens de circuito de segurança mostram Adalton Martins Gomes deixando o prédio onde morava com Giovanna pouco depois do horário estimado para o crime (veja vídeo no começo da reportagem).
Segundo a polícia, ele aparece saindo normalmente do edifício para trabalhar, horas antes de o corpo ser encontrado pela amiga da vítima.
6. Relacionamento recente
De acordo com a investigação, Giovanna e Adalton começaram a se relacionar em outubro de 2025 e estavam juntos havia cerca de quatro meses.
A Polícia Civil informou que, pouco tempo após o início do relacionamento, o homem passou a morar no apartamento da jovem e chegou a transferir contas da residência para o próprio nome.
Testemunhas disseram ainda que Giovanna mudou de comportamento após o início da relação. Amigos e familiares relataram afastamento social, mudanças na forma de se vestir e sinais de dependência psicológica e vulnerabilidade emocional.
7. Interesse no patrimônio da vítima
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o suspeito tinha interesse financeiro no patrimônio da estudante.
Segundo o advogado da família, poucos dias após o início do namoro, Adalton colocou contas da residência no nome dele e procurou o escritório responsável pelos processos de inventário da jovem para solicitar mudança de advogado.
8. Tentativa de reconhecimento de união estável
Ainda segundo a investigação, após a morte de Giovanna, o suspeito tentou oficializar a relação. De acordo a Polícia Civil, Adalton ajuizou uma ação de reconhecimento de união estável post mortem e pressionou amigas da vítima para confirmarem a existência da relação formal.
9. Histórico do Adalton
Segundo a Polícia Civil, Adalton Martins Gomes é casado no papel e pai de quatro filhos. A investigação aponta que ele dizia à vítima que estava separado, mas a separação nunca foi formalizada.
Ainda conforme a polícia, ele possui registros de importunação sexual e histórico de violência psicológica em relacionamentos anteriores.
Após a morte da estudante, vizinhos relataram que o suspeito levou outras mulheres ao apartamento e impediu a entrada de familiares da vítima no imóvel.
10. O que diz a defesa
Segundo a Polícia Civil, no momento da prisão, o suspeito optou por permanecer em silêncio. O g1 não conseguiu contato com a defesa de Adalton Martins Gomes nem com familiares dele até a última atualização desta reportagem.
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